A reinterpretação de um dos clássicos mais emblemáticos do bailado mundial e o regresso de duas produções locais aplaudidas pelo público dão corpo à programação do próximo fim-de-semana, no âmbito da trigésima sexta edição do Festival de Artes de Macau. Entre 19 e 21 de junho, os espectáculos de “Lago dos Cisnes”, “A Velha Casa das Orquídeas” e “A Noite de Zheng Guanying” percorrem registos distintos, do rigor da dança clássica à memória histórica do território.
A versão de “Lago dos Cisnes” sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau nos dias 19 e 20 de junho, numa nova leitura assinada pela Companhia de Ballet de Xangai em colaboração com o coreógrafo britânico Derek Deane. A produção distingue-se por colocar em cena o dobro das bailarinas habitualmente associadas ao corpo de baile de cisnes, conferindo maior profundidade e novas camadas visuais à interpretação. O estilo da companhia, marcado pela elegância e pelo detalhe, alia-se a uma cenografia e a um guarda-roupa cuidados, de forte impacto estético.
As propostas de criação local ocupam os dias 20 e 21 de junho. “A Velha Casa das Orquídeas”, produzida pela Associação de Arte Teatral Dirks e apresentada no Estúdio II do Centro Cultural de Macau, regressa após a estreia no Festival Fringe da Cidade de Macau e combina narração, teatro e música ao vivo para evocar o drama do tráfico de trabalhadores outrora designados por “leitões”. Já “A Noite de Zheng Guanying”, dança-teatro de ambiente a cargo da Companhia de Dança Hou Kong, conduz os espectadores pela Casa do Mandarim, classificada como património mundial, recuperando o percurso de Zheng Guanying e a escrita da obra “Palavras de Advertência numa Era Próspera”; o ponto de encontro da actuação situa-se no Largo do Lilau.
Para reforçar a ligação do público à programação, decorre na página de Facebook do festival o passatempo “Instante de Comoção — A Dança Elegante de Lago dos Cisnes”, que distribui prémios disponibilizados pela Air Macau e pelo Banco da China em Macau e que se encerra às 23h59 de 18 de junho. Organizado pelo Instituto Cultural, o Festival de Artes de Macau prolonga-se ao longo de maio e junho, consolidando-se como uma das principais plataformas de apresentação e intercâmbio das artes do espectáculo no território.


