A próxima edição do Relatório de Estabilidade Financeira da zona euro, prevista para publicação a 27 de maio, integra pela primeira vez uma análise sobre o contributo de ferramentas avançadas de inteligência artificial na avaliação do sentimento de mercado. O documento, autorizado pelo Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, identifica as principais vulnerabilidades e riscos para a estabilidade financeira do espaço da moeda única e incorpora quatro estudos especiais. Além da abordagem dedicada à inteligência artificial, examina-se a aparente divergência entre o aumento das falências corporativas e os baixos rácios de crédito em incumprimento registados na banca da zona euro, avalia-se o impacto das políticas macroprudenciais sobre o crédito às famílias e os preços das habitações, e analisam-se as exposições do sistema financeiro europeu ao crédito privado.
A política de preços do T2/Sistema de Liquidação Bruta em Tempo Real (RTGS) será revista a partir de 1 de julho, na sequência da aprovação registada a 28 de abril. As alterações incluem o aumento das taxas fixas mensais aplicáveis às contas de caixa dedicadas e a recalibração das bandas de preços baseadas em volume, num esforço orientado para a recuperação integral dos custos do sistema até 2038. Está igualmente prevista uma revisão abrangente desta política de preços ao longo de 2028, tarefa atribuída ao Conselho de Infra-estrutura de Mercado. Paralelamente, a 4 de maio foi adoptada a Directiva BCE/2026/11, que altera a Directiva (UE) 2022/912 relativa ao sistema de Transferência Expressa em Liquidação Bruta em Tempo Real de nova geração, conhecido como TARGET, e introduz mudanças técnicas como a inclusão do esquema “One-Leg Out” de Transferência Instantânea de Crédito do Conselho Europeu de Pagamentos.
Em matéria regulamentar, foram aprovados dois pareceres com impacto directo nas operações com numerário. A 12 de maio, o Conselho de Governadores adoptou a Opinião CON/2026/16, a pedido do Ministro das Finanças dos Países Baixos, sobre o funcionamento adequado dos sistemas de pagamento em dinheiro. Uma semana mais tarde, a 19 de maio, foi aprovada a Opinião CON/2026/17, elaborada por iniciativa proactiva do próprio Banco Central Europeu, que recomenda a redução de determinadas taxas e encargos em levantamentos de numerário e noutras operações em caixas multibanco, num sinal claro de defesa do acesso aos serviços bancários básicos.
Thomas Vlassopoulos foi reconduzido na presidência do Conselho de Infra-estrutura de Mercado, cargo associado às funções de Director-Geral do BCE para Infra-estrutura de Mercado e Pagamentos. A renovação, decidida a 13 de maio, abre um novo mandato de três anos com início a 1 de junho de 2026 e termo a 31 de maio de 2029, durante o qual o organismo contará com representantes de bancos centrais da zona euro e de outros países. Na mesma data foi autorizada a publicação da avaliação do Relatório de Qualidade 2025 sobre as estatísticas da balança de pagamentos e da posição internacional de investimento, documento que identifica áreas com potencial para desenvolvimento adicional. A fechar este ciclo de decisões, a 20 de maio foi aprovada a edição de junho do relatório sobre o papel internacional do euro, que examina a utilização da moeda comum por residentes fora da zona euro durante 2025 e será divulgado, em conjunto com o respectivo comunicado, a 2 de junho.


