O Banco de Moçambique determinou que instituições financeiras restituam mais de 16,3 milhões de meticais (cerca de 220 mil de Euros) em cobranças indevidas efectuadas aos clientes entre Julho e Dezembro do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2025, o valor devolvido a clientes devido a estas cobranças já ultrapassou os 8 milhões de meticais (cerca de 110 mil euros).
De acordo com a comunicação social de Moçambique, as estatísticas referentes ao segundo semestre de 2025 revelam que o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi o foco de um maior número de reclamações. Esta tendência não é nova, uma vez que a mesma instituição liderou as queixas no primeiro semestre do ano anterior.
Foram registadas 168 reclamações contra o BCI, representando 34,8% do total, o que pode ser atribuído ao seu vasto número de clientes, que ronda os 2,5 milhões. No período de Janeiro a Junho do ano passado, as queixas contra o mesmo banco ascenderam a 211.
As queixas apresentadas estão ligadas a diversas irregularidades, nomeadamente créditos concedidos, problemas com caixas automáticos, transferências, cheques, Internet banking e pagamentos de serviços, entre outros. O BCI é um dos três bancos comerciais mais significativos no sistema financeiro moçambicano.
Além do BCI, outras instituições financeiras com elevado número de queixas incluem o Banco Internacional de Moçambique (BIM), com 17,4% das reclamações, assim como a Vodafone Mpesa e o M-Mola, com 7,2% e 4,2%, respectivamente. O BIM conta com cerca de 2,3 milhões de clientes, enquanto a Vodafone Mpesa e o M-Mola possuem aproximadamente 14 milhões e 11 milhões de clientes, respectivamente.


