A fiscalização aos preços dos bens essenciais foi intensificada em Timor-Leste, numa medida preventiva destinada a impedir manipulações nos valores praticados ao consumidor, perante o agravamento dos conflitos no Médio Oriente e o impacto que estes têm vindo a produzir sobre a economia global. A acção pretende salvaguardar o acesso da população a produtos básicos, num momento em que a subida generalizada dos preços internacionais começa a fazer-se sentir em diversos mercados.
O Ministério do Comércio e da Indústria (MKI) reiterou junto de comerciantes e distribuidores a proibição expressa de qualquer manipulação dos preços dos produtos de primeira necessidade. O titular da pasta, Nino Pereira, garantiu que o actual Executivo reforçou a supervisão dos mercados para assegurar que bens como o arroz, o óleo, o açúcar e outros produtos básicos se mantenham a preços justos e isentos de qualquer especulação.
Uma equipa técnica do ministério encontra-se no terreno, em articulação estreita com importadores e distribuidores, com o objectivo de garantir a disponibilidade contínua dos produtos essenciais no mercado interno. O Governo procura, deste modo, prevenir cenários de ruptura de stocks ou subidas injustificadas que possam comprometer o poder de compra das famílias.
De acordo com fontes do sector da distribuição, existe presentemente quantidade suficiente de bens essenciais para responder às necessidades da população. Perante este cenário, o Executivo apelou aos consumidores para que não cedam ao pânico nem procedam a compras excessivas, sublinhando que a situação internacional ainda não tem repercussões directas sobre o mercado timorense.
Do lado do sector privado, o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL), Jorge Manuel Serrano, considera que o actual contexto internacional constitui um alerta significativo para o país, destacando a necessidade urgente de reforçar a capacidade de produção interna, em particular no sector agrícola. Para o responsável, a dependência das importações coloca a economia timorense numa posição vulnerável face às oscilações dos mercados globais.
O dirigente empresarial salientou ainda que a colaboração entre o Estado e o sector privado é decisiva para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis, capazes de assegurar a disponibilidade de alimentos e de bens essenciais mesmo em períodos de turbulência nos mercados internacionais. Com este conjunto de medidas preventivas, o Executivo timorense pretende manter a estabilidade dos preços, proteger o poder de compra da comunidade e reforçar a segurança alimentar e económica do país.


