A China anunciou a criação de uma injunção para bloquear as sanções impostas pelos Estados Unidos a cinco refinarias chinesas acusadas de adquirirem petróleo do Irão. Segundo informações publicadas pela Al Jazeera, as sanções, anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA no final do último mês, proíbem as empresas de aceder ao sistema financeiro norte-americano e visam penalizar qualquer transacção com estas firmas.
Em comunicado emitido no sábado, o Ministério do Comércio da China afirmou que as sanções “impróprias” restringem de forma indevida os negócios entre empresas chinesas e países terceiros, configurando uma violação das leis internacionais e das normas básicas que regem as relações internacionais. O ministério esclareceu que foi emitida uma “ordem de proibição” que estipula que as sanções “não deverão ser reconhecidas, aplicadas ou cumpridas” para “proteger a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento”.
Adicionalmente, o governo chinês tem manifestado, consistentemente, a sua oposição a sanções unilaterais que carecem de autorização da ONU e não têm fundamento em direito internacional, segundo a mesma fonte. A ordem em questão bloqueia as medidas dos EUA contra a refinaria Hengli Petrochemical (Dalian) e outras quatro denominadas “refinarias de bule”: Shandong Jincheng Petrochemical Group, Hebei Xinhai Chemical Group, Shouguang Luqing Petrochemical e Shandong Shengxing Chemical.
A 24 de Abril, o Departamento do Tesouro dos EUA designou a Hengli como “um dos clientes mais valiosos de Teerão”, afirmando que a empresa gerou centenas de milhões de dólares em receitas para o exército iraniano através da compra de petróleo bruto. A administração de Trump já havia imposto sanções a estas outras quatro refinarias no ano passado.


