O Luxemburgo está a transformar a forma como monitoriza e responde a ameaças à saúde pública através do projecto PHRESH, uma iniciativa que decorrerá entre 2025 e 2028 e que integra dados clínicos, laboratoriais, hospitalares e ambientais numa arquitectura comum. Liderado pela Inspecção da Saúde e financiado pelo programa europeu EU4Health, o projecto adopta uma abordagem de “Uma Saúde” — reunindo os sectores humano, veterinário e ambiental — e contribui para a aplicação do Regulamento (UE) 2022/2371 relativo às ameaças transfronteiriças graves para a saúde. Dois hospitais nacionais já dispõem de vigilância sindrómica em tempo real nas urgências, com alargamento previsto para os próximos meses, e um novo sistema digital para a notificação e gestão de surtos abrange actualmente dez doenças de declaração obrigatória.
No plano europeu, a Comissão Europeia distribuiu em 2023 cerca de 83 milhões de euros por 23 países para o reforço dos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica, sendo o subsídio luxemburguês a base de financiamento do PHRESH. O ECDC apresentou também o Epi+, plataforma de código aberto que facilitará a partilha de dados e a análise coordenada entre os sectores da saúde humana, animal, alimentar, hídrica e ambiental em toda a área UE/EEE. “Informação fiável, atempada e partilhada é a espinha dorsal do aviso e da resposta precoces”, afirmou Pamela Rendi-Wagner, directora do ECDC.
A ministra Martine Deprez sublinhou que o projecto está “profundamente alinhado com os objectivos europeus de uma segurança global de saúde mais robusta”, enquanto Sandra Gallina, Directora-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia, destacou que o PHRESH beneficia não apenas os residentes no Luxemburgo, mas a segurança sanitária europeia em geral. O projecto inclui ainda actividades de formação dirigidas aos profissionais de saúde e conta com o apoio técnico do ECDC e do Ministério da Saúde e da Segurança Social.


