O colectivo luxemburguês Filum 66 apresenta a sua terceira exposição, inaugurando mais um capítulo de uma prática artística que tem vindo a afirmar o têxtil como linguagem legítima da criação contemporânea. A mostra, intitulada Filum 66 , ocupa o Espace H2O em Oberkorn, Differdange, entre 8 e 24 de maio de 2026, com entrada livre e horário de visita de sexta-feira a domingo, das 14h às 18h.
Fundado no Luxemburgo em 2024 por iniciativa da artista Reiny Rizzi, o colectivo nasceu de encontros informais — reuniões regulares em torno do têxtil e de um café — no atelier situado no Edifício 4, em Esch-sur-Alzette, cujo endereço inspirou o nome do grupo. O termo filum, de origem latina, significa literalmente fio, e o número 66 remete para a morada desse espaço cultural partilhado.
Hoje com onze membros, o colectivo reúne artistas com percursos, formações e experiências distintas, todas unidas pela integração da fibra têxtil ou das suas técnicas nas respectivas criações.
A exposição inscreve-se numa tendência crescente da criação contemporânea: a reapropriação do têxtil e dos saberes-fazer tradicionais como terreno de expressão simultaneamente crítico e construtivo. Historicamente associada às artes aplicadas, a arte têxtil reclama hoje um lugar pleno no universo artístico, afirmando uma identidade própria e distinta.


