O futebol italiano atravessa uma fase caótica, conforme reporta o jornal Corriere dello sport, após o desastroso resultado em Zenica que resultou na eliminação da seleção nacional. Esta situação desencadeou a saída do presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, bem como do treinador Gennaro Gattuso e do diretor da equipa, Gianluigi Buffon.
Com uma nova eleição para presidente marcada para o dia 22 de junho, a FIGC está prestes a enfrentar dois jogos fora de casa, contra o Luxemburgo e a Grécia. De acordo com a mesma fonte, até essa data não será nomeado um novo treinador, e a seleção deverá ser liderada temporariamente por Silvio Baldini, atual treinador da equipa sub-21, que tem agora a oportunidade de promover a integração de novos talentos numa equipa que carece de frescura e inovação.
Esta é uma ocasião propícia para Baldini dar espaço a novos atletas, como Pisilli e Palestra, que participaram nas eliminatórias, bem como a jogadores promissores como Bartesaghi (AC Milan), Koleosho (Paris FC), Comuzzo e Ndour (Fiorentina), ou até Kayode (Brentford), que podem ascender à equipa principal. Quanto ao futuro presidente da federação, Giovanni Malago, ex-presidente do Comité Olímpico Italiano, surge como um dos candidatos mais mencionados.
A imprensa especializada também aponta para o interesse de verdadeiras lendas do futebol italiano, como Paolo Maldini e Alessandro Del Piero, para assumir as rédeas da FIGC. Outro nome frequentemente referenciado é o de Demetrio Albertini, ex-jogador do AC Milan, que já havia tentado a candidatura em 2014, na altura perdendo para Carlo Tavecchio. Desde a sua fundação em 1898, a federação nunca foi liderada por um ex-jogador, o que poderia mudar com a atual crise.
A situação continua a ser monitorizada de perto, com muitos na Itália a esperarem por um renascimento do futebol nacional, na esperança de que novos rostos tragam a revitalização necessária para restabelecer a glória da seleção.


