A participação militar do Luxemburgo na formação das forças armadas ucranianas vai ser prolongada até 1 de Dezembro de 2028, com o número máximo de instrutores destacados temporariamente a duplicar de cinco para dez. A decisão do Governo luxemburguês pretende responder às necessidades urgentes de formação da Ucrânia e reforçar o apoio à soberania e integridade territorial do país, no âmbito da missão de assistência militar da União Europeia (EUMAM Ukraine).
O reforço foi destacado durante uma visita da ministra da Defesa, Yuriko Backes, e do chefe do Estado-Maior do Exército luxemburguês, general Claude Robinet, a várias instalações militares na Alemanha. Em Feldkirchen, a delegação encontrou-se com três militares luxemburgueses, dois sargentos e um cabo, destacados durante sete semanas para ministrar formação médica avançada a soldados ucranianos. O programa inclui técnicas de assistência a feridos em combate, destinadas a preparar os militares para responder às emergências médicas mais frequentes em operações militares.
A deslocação prosseguiu em Strausberg, onde Yuriko Backes e Claude Robinet reuniram-se com os responsáveis do Comando de Formação Especializada e com um sargento luxemburguês integrado no respectivo Estado-Maior. Em Lehnin, acompanharam exercícios de formação táctica avançada e treino de tiro destinados a cadetes das forças armadas ucranianas. Entre os instrutores encontrava-se outro militar luxemburguês, integrado num batalhão das forças armadas alemãs, a Bundeswehr.
Segundo o Governo do Luxemburgo, cerca de 100 mil militares ucranianos já receberam formação em território da União Europeia desde a criação da EUMAM Ukraine, em 2022, na sequência da invasão russa. A missão é coordenada pelo Estado-Maior da UE e dispõe de dois centros de comando, em Strausberg, na Alemanha, e em Zagan, na Polónia. O Luxemburgo participa desde Dezembro de 2022, mantendo uma presença permanente no Estado-Maior em Strausberg e enviando periodicamente instrutores para formação nas áreas da cibersegurança, assistência médica e instrução militar. O aumento do contingente autorizado permitirá alargar esta contribuição nos próximos dois anos.



