Uma antiga bênção de flores, herança das aldeias luxemburguesas, acabou por traduzir-se num gesto concreto de solidariedade: mil euros destinados a reforçar o trabalho de reinserção social junto de pessoas em situação de precariedade no Grão-Ducado.
O cheque foi entregue em Nocher, por Gerty Goedert, presidente da secção Dol e Nocher da associação Gaart an Heem, a Alexandra Oxacelay, directora da Stëmm vun der Strooss. À cerimónia assistiu o burgomestre de Goesdorf, Jean-Paul Mathay. A recolha de fundos partiu de Francine Therres, que idealizou toda a iniciativa.
Wësch-Fest, é uma festa assente numa velha tradição do país. O Léiffrawëschdag — literalmente o dia do ramalhete de Nossa Senhora — consiste na composição de um ramo que pode reunir até 35 plantas diferentes. Depois de abençoado, o ramalhete era outrora pendurado no estábulo para proteger o gado de doenças e infortúnios. Vale-lhe ainda a fama de amuleto: promessa de prosperidade, de boas colheitas e de saúde para toda a família.
O montante angariado servirá para modernizar digitalmente os ateliers de reinserção Schweesdrëps e Caddy, instalados na zona industrial Um Woeller, em Sanem.
É ali que cem pessoas dão nova vida ao que a sociedade desperdiça. Ao longo da actividade, recuperaram, trataram e distribuíram 340 toneladas de alimentos. E lavaram 100 toneladas de equipamento desportivo para 40 clubes. Números que dão a medida do alcance quotidiano destes ateliers.


