O confronto entre o absurdo da vida contemporânea e as tensões que atravessam a sociedade ganha forma com “Teatro do Obscuro”, exposição individual do artista plástico português Miguel Ângelo Marques, que abre ao público a 16 de Outubro no Camões – Centro Cultural Português – Luxemburgo. A mostra reúne uma nova série de obras marcada pela crítica social, pela sátira e por uma linguagem visual onde o trágico e o cómico convivem com a ironia e a inquietação.
Nascido em Guimarães, em 1994, Miguel Ângelo Marques é mestre em Belas-Artes pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Nesta exposição, parte do legado do Teatro do Absurdo, movimento desenvolvido em França e noutros países europeus durante a década de 1950, no contexto do pós-guerra, e que colocou em causa convenções relacionadas com a linguagem, a lógica e a própria representação. Esse ponto de partida é transportado para a pintura e transformado numa leitura pessoal dos comportamentos humanos e das contradições do presente.
O caos, as crises sociais, as relações de poder e o sentimento de desorientação do indivíduo surgem como matéria-prima de cenas habitadas por personagens e ambientes que evocam, em alguns momentos, o palco e o universo das máscaras. Através de uma figuração expressiva e de uma paleta de cores intensas, o artista constrói imagens cuja vivacidade aparente contrasta com os temas abordados. Segundo a informação divulgada pelo Camões – Centro Cultural Português – Luxemburgo, as obras procuram interpelar o visitante e convidá-lo a observar criticamente a realidade que o rodeia e as tensões da sociedade contemporânea.

A abertura de “Teatro do Obscuro” está marcada para 16 de Outubro, às 18h30, no Centro Cultural Português Camões. A recepção estará a cargo da directora do centro, Adília Martins de Carvalho, seguindo-se uma visita guiada na presença de Miguel Ângelo Marques e o vernissage da exposição. A entrada é livre e a mostra permanecerá patente até 15 de Janeiro de 2027.



