O regresso da elite do ciclismo profissional às estradas do Grão-Ducado trouxe uma novidade que interessa de perto à comunidade lusófona: uma formação portuguesa alinha na Škoda Tour de Luxembourg, a par da equipa da casa, numa prova por etapas que se prolonga até domingo, 20 de setembro.
A representação nacional do Luxemburgo apresenta-se com seis corredores. Segundo a federação luxemburguesa de ciclismo, a Team Lëtzebuerg conta com Mathieu Kockelmann, Luc Wirtgen, Loïc Bettendorff, Noé Ury, Mats Berns e Larry Valvasori. A estrutura de apoio é liderada por Jempy Drucker, que acumula as funções de treinador e director desportivo. Isabelle Origer, Louis Zimmer e Sandy Schroeder asseguram os cuidados aos atletas, enquanto Eric Gleis responde pela mecânica — o trabalho invisível de que depende cada arranque.
A presença portuguesa está entregue à Feira dos Sofás-Boavista, que trouxe ao Grão-Ducado nomes como Fábio Costa. O corredor não passou despercebido logo na etapa inaugural, ao integrar a fuga que animou boa parte do percurso. Para os ciclistas da casa, correr diante do público luxemburguês é uma montra rara. Poucas vezes o calendário oferece uma prova deste calibre em solo nacional.
A primeira etapa, disputada na quarta-feira entre Luxembourg-Knuedler e Luxembourg-Fëschmaart ao longo de 157,5 quilómetros, sorriu ao neerlandês Mathieu van der Poel. O corredor da Alpecin-Premier Tech impôs-se num final exigente, à frente do francês Pierre Gautherat e do neerlandês Marijn van den Berg, vestindo a primeira camisola de líder. Também Noé Ury, da selecção luxemburguesa, marcou presença na fuga do dia. Esta quinta-feira, a segunda etapa liga Differdange a Junglinster, num traçado de 166,8 quilómetros. A 86.ª edição da Volta ao Luxemburgo termina no domingo, depois de mais de 700 quilómetros e superiores a 11 mil metros de desnível acumulado.


