O património bruto médio dos senhorios privados residentes no Luxemburgo atinge 3,25 milhões de euros, 3,6 vezes mais do que os 890 mil euros registados entre os restantes agregados familiares. A diferença mantém-se no património líquido, que chega em média a 2,99 milhões de euros entre os senhorios, contra 770 mil euros nos não senhorios. Segundo a Nota 50 do Observatório do Habitat, divulgada pelo Governo do Luxemburgo, entre 30 mil e 40 mil agregados residentes são senhorios privados, correspondendo a cerca de 13% dos lares do país. note-50 note-50
O perfil deste grupo também se distingue pela idade e situação profissional. A pessoa de referência dos agregados senhorios tem, em média, 57 anos, contra 49 anos entre os não senhorios, enquanto 41% são reformados, face a 24% no resto da população. Cerca de 80% são proprietários da residência principal. A maioria é de origem luxemburguesa, embora o peso dos residentes nascidos no estrangeiro tenha aumentado: entre os senhorios, a proporção de pessoas de referência nascidas no Luxemburgo caiu de 81% em 2005 para 56% em 2024. note-50 note-50
As diferenças chegam igualmente aos rendimentos. Entre 2004 e 2024, o nível de vida anual médio dos senhorios rondou 81 mil euros, cerca de 60% acima dos 51 mil euros dos agregados não senhorios. Os rendimentos brutos provenientes das rendas atingem aproximadamente 30 mil euros por ano, mas representam apenas 16% do rendimento bruto total, funcionando geralmente como uma fonte complementar. Mais de 90% dos senhorios arrendam pelo menos um imóvel para habitação. note-50 note-50
O imobiliário explica uma parte considerável da distância patrimonial. Os imóveis além da residência principal representam 41% do património bruto dos senhorios, contra apenas 8% entre os não senhorios. As transmissões familiares também surgem com muito maior frequência: 49% dos senhorios declararam ter recebido uma doação ou herança substancial, comparativamente a 22% dos restantes agregados. O valor médio recebido ascende a 525 mil euros entre os senhorios e a 235 mil euros entre os não senhorios. O estudo ressalva, contudo, que estes resultados são descritivos e não permitem estabelecer uma relação causal entre heranças, idade, rendimento e acumulação de riqueza. note-50



