O Tchiloli, uma das expressões culturais mais emblemáticas de São Tomé e Príncipe, deu início ao Mês da Cultura no país. Esta edição, que se realiza sob o lema “Tchiloli: cultura viva, herança da humanidade”, pretende realçar a importância das tradições culturais na identidade nacional.
De acordo com a comunicação social de São Tomé e Príncipe, o Governo sublinha a necessidade de uma reflexão profunda sobre o papel da cultura na construção da identidade nacional e na consolidação do sentimento de pertença. Nilda da Mata, ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável, afirmou que “além da dimensão económica, a cultura desempenha um papel fundamental na coesão nacional. Num território insular com uma população relativamente pequena, ela reforça os valores da união, pertença e integração entre comunidades”.
A governante destacou que a valorização das expressões culturais é essencial para o fortalecimento da identidade nacional e para a transmissão de saberes entre gerações, promovendo assim a estabilidade social e o orgulho colectivo.
A cerimónia de abertura teve lugar na antiga Roça Agostinho Neto, no distrito de Lobata, onde o presidente da câmara, Euclydes Buio, enfatizou a relevância da promoção cultural em harmonia com o turismo. “Reconhecemos a visão política do Governo ao considerar o turismo como um fator fundamental para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Para nós, o turismo deve caminhar lado a lado com a cultura. É necessário que o Estado santomense encontre mecanismos para recuperar e valorizar a cultura nacional”, comentou.
O evento inaugural incluiu danças folclóricas que retrataram a diversidade cultural das ilhas, além de grupos de batuques e performances teatrais que trouxeram à vida as histórias e costumes do arquipélago.


