De acordo com informações publicadas pelo jornal FOCUS, a Rússia interrompeu o fornecimento de petróleo através da sua pipeline Druschba (Amizade) para a Alemanha, logo antes da conclusão das obras de reparação. A interrupção terá um impacto significativo, especialmente na refinaria PCK, localizada em Schwedt. Moscovo confirmou esta decisão na tarde de ontem.
A partir de 1 de Maio, o governo russo anunciou que não irá mais transportar petróleo proveniente do Cazaquistão pela pipeline Druschba. Segundo Alexander Nowak, vice-primeiro-ministro responsável pelas questões de energia, o petróleo será desviado por outras rotas, devido às actuais limitações técnicas. Esta mudança representa um desafio adicional para a segurança do abastecimento na região.
A Landrätin Karina Dörk, do partido CDU, expressou a sua preocupação numa entrevista ao “RBB”, afirmando que a situação representa um problema enorme para a PCK e, em particular, para a segurança do fornecimento. Ela ressaltou que cerca de 80% do querosene do aeroporto de Berlim (BER) provém precisamente desta refinaria.
Enquanto isso, a Lufthansa, a companhia aérea alemã, mantém uma postura positiva apesar da interrupção. Segundo informações publicadas pelo mesmo veículo, a empresa não se pronuncia sobre as consequências específicas do fornecimento interrompido, mas declarou que o seu consumo de querosene para o ano de 2026 está assegurado em 80%, fundamentado em contratos realizados a preços que antecedem a crise. Para 2027, essa percentagem é de cerca de 40%. Com este nível de segurança, a companhia afirma estar numa posição melhor em comparação com muitos dos seus concorrentes.
A Lufthansa espera que a sua operação de voos programados para o verão não enfrente grandes perturbações no abastecimento de combustível. A empresa está a implementar diversas iniciativas para garantir uma abordagem eficaz à sua necessidade de querosene e ao controle de preços.
Essas desenvolvimentos revelam a interligação crítica entre fontes de energia e a logística de transporte na Europa, enquanto países se adaptam a novas realidades geopolíticas.


