As preocupações, as experiências e as ideias de quem ainda não completou 18 anos vão dar corpo ao próximo relatório anual sobre a infância e a juventude no Grão-Ducado. A recolha de testemunhos já começou e decorre até 9 de outubro.
O apelo parte da OKAJU, o organismo independente que zela pelos direitos da criança e do jovem no Luxemburgo, e diz respeito à edição de 2026 do documento, intitulado «Na pele das crianças e dos jovens». O propósito é ouvir directamente os mais novos, sem que ninguém fale por eles.
Podem contribuir todos os menores de 18 anos. Pede-se que partilhem aquilo que os inquieta, as vivências que marcaram o seu quotidiano, as injustiças que sentiram na pele, mas também as fontes de felicidade e as soluções que imaginam para o que os rodeia. Cada testemunho conta.
Quanto à forma, há liberdade total. Um texto, um desenho, uma fotografia, uma gravação de áudio, uma canção, um vídeo — vale tudo o que sirva para dizer alguma coisa. Uma condição, porém, é inegociável: contributos feitos com recurso à inteligência artificial ficam de fora. A palavra tem de ser, de facto, das crianças e dos jovens.
A participação pode concretizar-se através de um formulário disponível online ou em papel. As respostas em suporte físico têm de ser enviadas para a sede da instituição, na 65, route d’Arlon, L-1140 Luxemburgo, ou por correio electrónico para contact@okaju.lu. O prazo encerra a 9 de outubro de 2026.
No final, todas estas vozes hão-de convergir num só documento — aquele que procura mostrar, ano após ano, como se sente e como se vive a infância no país.


