O reforço da cooperação em serviços financeiros e tecnologia financeira entre o Luxemburgo e a Tailândia começa a ganhar forma concreta. Os ministérios das Finanças dos dois países preparam‑se para assinar um memorando de entendimento neste domínio, num sinal claro de aproximação económica. Está também em cima da mesa o apoio luxemburguês a duas grandes ambições de Banguecoque: fechar o acordo de comércio livre com a União Europeia e aderir à OCDE.
O tema esteve no centro de um encontro realizado na sede do Governo, em Banguecoque. O embaixador do Luxemburgo na Tailândia, Patrick Hemmer, foi recebido pelo primeiro‑ministro e ministro do Interior tailandês, Anutin Charnvirakul, numa visita de despedida que assinala o fim do seu mandato. Os dois responsáveis trocaram impressões sobre economia, tecnologia, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional.
Anutin Charnvirakul agradeceu ao diplomata o trabalho desenvolvido na aproximação entre os dois Estados. E foi o sector financeiro que surgiu como o terreno mais promissor. A experiência luxemburguesa em finanças — um dos pilares da economia do Grão‑Ducado — foi apontada como uma mais‑valia para futuras parcerias, sobretudo no mercado de capitais.
Do lado tailandês, as prioridades estão traçadas. O Governo de Banguecoque quer concluir as negociações do acordo de comércio livre com a União Europeia ainda em 2026 e tornar‑se membro da OCDE até 2028. São passos que, no entender do executivo, elevam os padrões económicos e administrativos do país aos parâmetros internacionais. Patrick Hemmer garantiu a disponibilidade do Luxemburgo para apoiar ambos os processos, sublinhando que a partilha de regras comuns ajuda a fixar normas e a estimular o comércio e o investimento entre as duas partes.
O Luxemburgo confirmou a presença na reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial, que a Tailândia acolhe em outubro, em Banguecoque. É nesse ambiente de proximidade que os dois ministérios das Finanças deverão formalizar o memorando sobre serviços financeiros e cooperação em tecnologia financeira, aprofundando os laços num sector onde o Grão‑Ducado tem peso reconhecido.


