A literacia em inteligência artificial no Grão-Ducado registou um avanço significativo, com mais de 7.600 pessoas a concluírem formação certificada nesta área desde 2021, ultrapassando antecipadamente o objectivo nacional definido para 2030. O valor corresponde a cerca de 1,1% da população em idade activa e foi divulgado durante a conferência de encerramento da 5.ª edição do programa Elements of AI Luxembourg, realizada no Digital Learning Hub.
A iniciativa, dinamizada pelo Serviço dos Meios de Comunicação, da Conectividade e da Política Digital do Ministério de Estado, em parceria com o Digital Learning Hub e o Instituto de Formação da Educação Nacional, integra a estratégia nacional luxemburguesa em inteligência artificial e procura reforçar a compreensão desta tecnologia junto da população. A edição deste ano articulou-se em torno de uma formação certificada em linha, de acesso gratuito, complementada por sessões de acompanhamento orientadas por especialistas. O encerramento reuniu cerca de 250 participantes oriundos de instituições públicas, do meio académico, do sector tecnológico e dos próprios formandos, num sinal do interesse crescente da sociedade luxemburguesa por esta matéria.
Segundo o Governo do Luxemburgo, a ministra delegada junto do primeiro-ministro, encarregada dos Meios de Comunicação e da Conectividade, Elisabeth Margue, sublinhou no evento que a formação alargada em inteligência artificial não se resume ao desenvolvimento de competências técnicas, traduzindo-se igualmente na capacidade de cada cidadão compreender criticamente as transformações em curso, incluindo as suas implicações éticas, riscos e responsabilidades. A governante destacou ainda a consolidação do programa ao longo das cinco edições e a sua relevância para preparar a sociedade para uma utilização informada destas tecnologias.
A conferência contou também com as intervenções da Minnalearn e da Universidade de Helsínquia, que sublinharam o desempenho do Grão-Ducado, posicionado em segundo lugar entre os países europeus com maior dinamismo na difusão de conhecimentos em inteligência artificial, atrás apenas da Finlândia. A directora da ADEM, Isabelle Schlesser, abordou as mutações no mercado de trabalho induzidas pela introdução desta tecnologia, num momento em que o desenvolvimento de competências digitais é apresentado pelo executivo como instrumento essencial para acompanhar a transformação dos modelos económicos e das práticas profissionais.


