Neste domingo, 5 de abril de 2026, a celebração da Páscoa no Vaticano teve uma ressonância profundamente política, como avançou o Franceinfo. O Papa Léon XIV, em sua primeira bênção pascal, fez um apelo enfático à paz, num contexto de conflitos no Oriente Médio. Durante a sua mensagem Urbi et Orbi, ele afirmou: “Aqueles que têm o poder de desencadear guerras devem escolher a paz”.
Frente a uma multidão entusiástica de milhares de fiéis, Léon XIV conduziu uma missa imersiva, envolta em flores que simbolizavam a ressurreição. A bênção foi transmitida em todo o mundo e, em suas palavras, o papa denunciou uma “mundialização da indiferença”, com um chamado claro a todos os que possuem armas. “Que aqueles que possuem armas as depositem. Que aqueles que têm a capacidade de incitar guerras optem pela paz. Uma paz que não é imposta pela força, mas sim construída pelo diálogo”, enfatizou.
Os presentes na cerimônia, incluindo um casal da Califórnia, expressaram apreciação pela mensagem de Léon XIV, considerando-a reconfortante. “É importante que eles falem e deixem claro que a guerra não é um conceito apoiado pela religião. É o que alguns afirmam no nosso país atualmente”, observou uma fiel americana.
Os católicos, um ano após a eleição do novo papa, estão apenas começando a familiarizar-se com o seu estilo discreto. “Não parece que ele seja onipresente ou muito público. Contudo, é provável que faça muitas coisas em particular”, comentou uma fiel. Outro católico ressaltou a necessidade de dar tempo ao papa: “Devemos deixá-lo agir e depositar confiança nele”.
Para muitos italianos, Léon XIV apresenta um perfil menos acessível do que o seu antecessor, o Papa Francisco. “O Papa Francisco causava uma grande impressão. Este é mais jovem, por isso precisamos de tempo para o entender”, disse um dos presentes. O novo papa também recordou Francisco, que celebrou a Páscoa no ano passado já debilitado, pouco antes do seu falecimento.
A Páscoa deste ano, marcada por pedidos de paz e esperança, reflete a nova era do papado sob Léon XIV, enfatizando a importância do diálogo e da reconciliação em tempos de conflito, conforme reportado pelo Franceinfo.


