O reconhecimento efectivo das qualificações dos trabalhadores da limpeza e o acesso ao salário social mínimo qualificado estão no centro de uma reivindicação do OGBL, que pretende criar no Luxemburgo um percurso de formação estruturado e acessível para o sector. O sindicato defende igualmente uma alteração legislativa que permita reconhecer claramente dez anos de experiência profissional para efeitos salariais.
A questão foi discutida a 30 de Setembro numa reunião entre o sindicato Limpeza do OGBL e a Câmara dos Assalariados (CSL). Segundo o comunicado do OGBL, participaram, pela CSL, o director Sylvain Hoffmann, os directores-adjuntos Claude Cardoso e Martine Mirkes e Françoise Schmit, conselheira de direcção especializada em formação profissional. A delegação sindical contou também com David Angel, membro do Bureau Executivo do OGBL.
O problema afecta trabalhadores com largos anos de actividade. De acordo com o sindicato, o sector continua sem dispor de um percurso de formação suficientemente estruturado e acessível que permita reconhecer plenamente as competências adquiridas no exercício da profissão. Na prática, milhares de trabalhadores acumulam anos de experiência sem que isso lhes dê automaticamente acesso ao salário social mínimo qualificado.
Uma possível mudança já chegou às mãos das autoridades. A Câmara dos Assalariados elaborou uma proposta de alteração legislativa que segue a reivindicação de reconhecer a experiência profissional. Segundo as informações transmitidas durante a reunião, o documento foi enviado ao ministério competente em Junho, mas permanecia sem resposta à data do comunicado.
Para o sindicato Limpeza do OGBL, dez anos de profissão devem passar a contar de forma inequívoca para o reconhecimento das qualificações e para a remuneração. A organização sindical afirma que continuará a defender a valorização da experiência, das competências e do trabalho diário dos profissionais da limpeza no Luxemburgo.



