A normalização automática das transcrições passa a estar disponível na Sproochmaschinn, a plataforma luxemburguesa que converte a palavra falada em texto. É uma novidade discreta, mas com efeito prático imediato. Quem recorre à ferramenta para transcrever luxemburguês encontra agora, nas definições, uma opção que aproxima o resultado da grafia padrão.
Até aqui, a máquina escrevia aquilo que ouvia. Tal e qual. As variantes regionais — como «nek» em vez de «net» —, as chamadas formas allegro — «wi» no lugar de «wéi» — e certas partículas do discurso, incluindo hesitações do tipo «ëëë», eram fielmente passadas a texto, sem qualquer filtragem. O resultado ficava colado à oralidade, o que nem sempre serve quem precisa de um texto limpo.
A nova função inverte essa lógica. Ao seleccionar a opção «Normaliséieren» nas definições, esses fenómenos são ajustados à escrita padrão ou pura e simplesmente eliminados. A transcrição deixa de reflectir cada particularidade da fala e assume uma forma mais convencional, mais fácil de aproveitar num documento.
Há, porém, um limite que convém reter. A normalização apenas reconhece grafias já conhecidas e documentadas — não abrange tudo. E não garante uma transcrição isenta de erros. Daí a recomendação que se mantém: rever sempre o texto final antes de o dar por fechado.
A Sproochmaschinn reúne, numa mesma aplicação web, funções de reconhecimento de voz e de síntese de fala para a língua luxemburguesa, acessível a partir de qualquer computador, tablet ou telemóvel.


