A gestão cinegética no Grão-Ducado ganha novo fôlego. O Conselho Superior da Caça viu renovada, na íntegra, a sua composição, com a designação de catorze membros efectivos e igual número de suplentes para um mandato de três anos. A decisão reúne, à mesma mesa, a administração pública, os caçadores, o mundo agrícola e as organizações de defesa do ambiente.
A presidência cabe a Michel Leytem, director da Administração da Natureza e das Florestas, com Kerstin Willems a assegurar as funções de secretária. Entre as entidades representadas contam-se o Ministério do Ambiente, do Clima e da Biodiversidade, o Ministério da Agricultura, da Alimentação e da Viticultura, a Federação Saint-Hubert dos Caçadores, a Câmara de Agricultura, a associação de proprietários florestais Lëtzebuerger Privatbësch e os movimentos ecologistas natur&ëmwelt e Mouvement écologique. O equilíbrio entre sensibilidades é deliberado.
O órgão tem uma missão de aconselhamento. Compete-lhe apoiar o Ministério do Ambiente nas questões legislativas e práticas ligadas ao exercício da caça, um domínio enquadrado pela legislação luxemburguesa desde a lei de 2011 que rege a matéria. É neste texto que assenta, aliás, a nomeação agora formalizada pelo Governo do Luxemburgo.
No horizonte está a procura de um equilíbrio sustentável entre as actividades recreativas e a preservação das espécies. A renovação do conselho pretende reforçar a articulação entre sectores que nem sempre partilham a mesma visão, dando espaço à educação e à sensibilização para a importância da biodiversidade. Uma gestão responsável, alinhada com as melhores práticas europeias, é o objectivo assumido.


