A implementação do pacto europeu sobre migração e asilo e a resposta aos desafios crescentes nas fronteiras externas da União Europeia estiveram no centro de uma série de encontros realizados em Atenas, que aproximaram as autoridades luxemburguesas dos principais actores internacionais envolvidos na gestão dos fluxos migratórios no Mediterrâneo. Segundo o Governo do Luxemburgo, a agenda incluiu contactos bilaterais com responsáveis políticos gregos e reuniões com organizações com presença directa no terreno, num momento em que a pressão migratória sobre o sul da Europa continua a marcar a agenda comunitária.
O encontro bilateral entre o ministro luxemburguês Léon Gloden e o seu homólogo grego, Thanos Plevris, responsável pela pasta da Migração e do Asilo, centrou-se na avaliação dos efeitos práticos da nova arquitectura europeia em matéria de asilo e nas dificuldades específicas que afectam a região mediterrânica. As partes sublinharam a necessidade de uma resposta coordenada entre Estados-membros, capaz de conciliar a protecção das fronteiras externas com a obrigação de assegurar condições humanitárias adequadas aos requerentes de protecção internacional.
A deslocação a Atenas integrou ainda contactos com Laura Lo Castro, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Grécia, e com Sanja Celebic Lukovac, chefe da missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no país. Estas reuniões permitiram analisar a actuação das duas agências no acolhimento e no acompanhamento de pessoas em situação de mobilidade forçada, bem como o papel desempenhado por estas organizações na ligação entre as autoridades nacionais e o sistema multilateral de protecção. De acordo com o Governo do Luxemburgo, o trabalho destas entidades é tido como decisivo para garantir a dignidade e a segurança dos migrantes que chegam às fronteiras externas da União.
Já no quadro do dispositivo operacional da União Europeia, o ministro reuniu-se com um agente luxemburguês destacado na missão da Frontex em território grego, num momento em que a agência continua a reforçar a sua presença nas zonas de maior pressão migratória. A passagem por Atenas serviu para consolidar a leitura, sustentada pelas autoridades luxemburguesas, de que a eficácia das políticas migratórias depende da combinação entre cooperação bilateral, envolvimento das organizações internacionais e capacidade operacional efectiva no terreno, num quadro de partilha de responsabilidades entre os Estados-membros.


