O Luxemburgo ocupa o terceiro lugar na Europa em concentração de profissionais especializados em inteligência artificial (IA), com 3,18 especialistas por cada mil habitantes. O resultado consta de um relatório do centro europeu de estudos Interface, que coloca o Grão-Ducado entre os países mais competitivos na atracção de talento tecnológico, apenas atrás da Irlanda e da Suíça. A Irlanda lidera a classificação, com 4,19 profissionais por cada mil habitantes, seguida da Suíça, com 3,25. Os dados, recolhidos pela empresa Revelio Labs e analisados pela Interface, demonstram a forte presença de especialistas num país de pequena dimensão.
O estudo revela também uma mudança significativa na circulação internacional de profissionais qualificados. Pela primeira vez, a Europa está a receber mais especialistas em inteligência artificial provenientes dos Estados Unidos do que aqueles que fazem o percurso inverso. A Alemanha e os Países Baixos estão igualmente a afirmar-se como importantes centros tecnológicos, atraindo investigadores, engenheiros e outros profissionais especializados. Esta evolução reforça a posição europeia na competição internacional pelo talento numa área considerada estratégica para o futuro da economia.
A posição do Luxemburgo encontra apoio noutros indicadores internacionais. Segundo o relatório «AI Index 2026», da Universidade de Stanford, o Grão-Ducado registou, em 2025, o maior saldo positivo de mobilidade internacional de profissionais de inteligência artificial entre os países analisados, com 5,23 por cada dez mil utilizadores do LinkedIn. O resultado coloca o país à frente dos Emirados Árabes Unidos, da Austrália, da Suíça e dos Estados Unidos neste indicador, confirmando a sua capacidade para atrair trabalhadores altamente qualificados.
A aposta luxemburguesa na inteligência artificial inclui programas nacionais como o Fit4AI, destinados a apoiar empresas e profissionais no desenvolvimento de competências tecnológicas. A Luxembourg AI Factory constitui outro instrumento de apoio à inovação e ao desenvolvimento de projectos ligados à inteligência artificial. Para o Grão-Ducado, o desafio passa agora por transformar esta concentração de especialistas em novas oportunidades de emprego, crescimento económico e competitividade internacional, consolidando a sua posição entre os principais centros tecnológicos europeus.



