A cultura africana e afro-caribenha vai ganhar um palco privilegiado este sábado, 3 de Outubro, na cidade do Luxemburgo, com a quarta edição do festival L’Écho des Balafons. Música, dança, gastronomia, exposições e actividades abertas às famílias vão preencher o Forum Geesseknäppchen, numa edição marcada também pela primeira colaboração com o Black History Month Luxembourg. A entrada e os ateliers são gratuitos e a programação prolonga-se ao longo do dia, com os concertos a assumirem o protagonismo à noite.
O festival é promovido pela associação PAP — Production d’Artistes Pluriels — em colaboração com WIC (West Indies Continent), Créolux, One People e outros parceiros. Em entrevista ao Lëtzebuerg Hoje, uma das responsáveis, Clarisse Vaz, explicou que o objectivo passa por dar ao público a possibilidade de descobrir e partilhar as culturas africanas e afro-caribenhas, seja em família ou individualmente. A responsável sublinha ainda o papel da cultura enquanto instrumento de inclusão, capaz de aproximar comunidades e reforçar os laços com a história africana, caribenha e afrodescendente. A informação publicada sobre o evento confirma que esta edição junta, pela primeira vez, L’Écho des Balafons e o Black History Month numa programação que cruza celebração artística e reflexão histórica.

Cabo Verde terá presença no festival através do grupo Pilon, juntando-se a participantes ligados à Guiné-Conacri, Marrocos, Martinica e Guadalupe. A diversidade também se reflecte nas actividades: dundanse com Bamba Camara, danças e percussões tradicionais com Aminata Touré, dança Gwoka com Queeny, djembé com Souleyman e dancehall com Mamz integram a oferta. Segundo a programação divulgada, os ateliers começam às 10h00, seguindo-se dança tradicional às 12h00, Gwoka às 14h00 e sessões de djembé e dancehall às 16h00. Às 17h00 arranca a abertura do Black History Month Luxembourg, enquanto a programação musical nocturna inclui um concerto anunciado pela Cidade do Luxemburgo entre as 20h30 e as 22h30.
Esta será também uma nova etapa para um festival que começou em dimensões bem mais modestas. Clarisse Vaz recordou ao Lëtzebuerg Hoje que a primeira edição decorreu em Beaufort e que as duas seguintes passaram por Esch-sur-Alzette. Agora, L’Écho des Balafons chega ao Forum Geesseknäppchen, no boulevard Pierre Dupong, um espaço que a organização considera particularmente adequado ao crescimento do projecto. A ambição poderá não ficar por aqui: Vaz admite que uma futura edição possa estender-se a dois dias, incluindo o domingo, para chegar também às famílias e às pessoas que trabalham ao sábado.



