A taxa de desemprego no Luxemburgo manteve-se estável nos 6,3% no final de julho — valor corrigido das variações sazonais e apurado pelo STATEC —, ao mesmo tempo que as ofertas de emprego declaradas pelos empregadores registaram uma subida acentuada. Os patrões comunicaram 3.754 lugares vagos à ADEM durante o mês, o que corresponde a um salto de 12,8% face a julho de 2025.
O número de candidatos a emprego residentes disponíveis e inscritos ascendia a 19.943 no dia 31 de julho. São mais 1.547 pessoas do que no final do mesmo mês do ano anterior, um aumento de 8,4% em doze meses. A subida não é homogénea. Entre os candidatos mais qualificados, que pesam por um terço do total, o crescimento atinge os 16,3% — praticamente o dobro do ritmo geral.
Por faixa etária, o agravamento faz-se sentir sobretudo entre os mais jovens, com uma progressão de 10% num ano. Nos 45-64 anos, o movimento é mais contido: 6,8%.
Nesta procura, as maiores subidas concentram-se nos ofícios da informática, da limpeza e higiene industrial, da banca e do direito. Também os cargos de apoio às empresas ganham peso, com uma solicitação reforçada nas áreas da contabilidade e gestão, do secretariado e assistência e ainda da organização e estudos.
Nem tudo aponta no mesmo sentido. As novas inscrições de candidatos residentes recuaram 1,9% em termos homólogos, com 2.799 registos contra os 2.854 de julho de 2025.
No final do mês, 10.148 candidatos residentes beneficiavam do subsídio de desemprego completo. Os que detêm o estatuto de reclassificação profissional e recebem a indemnização de espera (IA) ou a indemnização profissional de espera (IPA) somavam 1.587 pessoas. Quanto às medidas de apoio ao emprego, abrangeram 4.441 residentes, mais 5,7% do que em julho do ano passado.
Os números dos não residentes contam outra história. Inscreveram-se 870 pessoas em julho, um crescimento de 16% num ano. O conjunto de candidatos não residentes disponíveis chegou às 4.128 pessoas, uma escalada de 24,5% em doze meses. Destes, 2.482 possuem o estatuto de pessoa em reclassificação profissional externa e têm, por essa via, acesso aos apoios financeiros da ADEM nas mesmas condições que os residentes — categoria que subiu 9,5% no espaço de um ano.
Os restantes inscreveram-se de forma espontânea, sem direito a qualquer apoio financeiro. Este grupo contava 1.646 pessoas no final de julho, um disparo de 56,9% face ao ano anterior. Entre os não residentes com reclassificação externa, 1.068 receberam subsídio de desemprego completo e 1.863 beneficiaram de uma indemnização de espera ou profissional de espera.
Do lado da oferta, o mês encerrou com 7.183 lugares disponíveis, uma progressão de 6,5% em termos homólogos. Os sectores que mais crescem são os dos cuidados paramédicos, dos sistemas de informação e telecomunicações, da acção social, sócio-educativa e sócio-cultural, da construção e da organização e estudos.


