A cooperação europeia nas áreas do clima, biodiversidade e conhecimento científico ganhou novo impulso com a primeira visita oficial da Agência Europeia do Ambiente (AEE) ao Luxemburgo. O encontro serviu para aprofundar a articulação entre o país, a agência europeia e a Rede Europeia de Informação e de Observação do Ambiente (Eionet), num contexto marcado por desafios ambientais que ultrapassam fronteiras nacionais.
A visita de trabalho decorreu nos dias 23 e 24 de Setembro de 2026, a convite do ministro do Ambiente, do Clima e da Biodiversidade, Serge Wilmes, e contou com a presença da directora executiva da AEE, Leena Ylä-Mononen. Segundo o Governo do Luxemburgo, as conversações incidiram sobre as alterações climáticas, a preservação da biodiversidade e o peso do conhecimento científico na definição das políticas públicas. Foram ainda abordados o contributo luxemburguês para os trabalhos da agência e as possibilidades de cooperação futura. Wilmes defendeu uma resposta europeia assente na partilha de conhecimentos, experiências e competências para encontrar soluções duradouras.
A agenda incluiu, a 23 de Setembro, encontros da delegação da AEE com parceiros institucionais europeus instalados no Luxemburgo, entre os quais o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Eurostat, além de representantes luxemburgueses envolvidos nas actividades da agência e da rede Eionet. No dia seguinte, uma conferência dedicada à utilização do conhecimento ambiental nas políticas públicas reuniu responsáveis das administrações, investigadores, representantes da sociedade civil e outros sectores. Os debates destacaram a necessidade de dados fiáveis e de uma base científica sólida para orientar a transição ecológica, enquanto Leena Ylä-Mononen apresentou as missões da AEE e o trabalho desenvolvido pela Eionet.
Um dos pontos centrais foi o relatório «Europe’s Environment 2025», que inclui, pela primeira vez, um perfil nacional dedicado ao Luxemburgo. O documento destaca progressos na redução das emissões de gases com efeito de estufa, nas energias renováveis, na mobilidade sustentável e na economia circular. Persistem, contudo, desafios nos transportes, na biodiversidade e na qualidade dos recursos hídricos. De acordo com o Governo do Luxemburgo, a visita confirmou a importância de uma ligação estreita entre intervenientes nacionais e europeus para reforçar decisões políticas apoiadas na ciência e responder aos futuros desafios ambientais.



