As burlas pela Internet estão cada vez mais sofisticadas e podem afectar qualquer pessoa, desde quem recebe uma simples mensagem no telemóvel até quem efectua pagamentos ou investimentos online. Para ajudar a população a reconhecer os esquemas fraudulentos e a reagir rapidamente, foi lançada a campanha nacional de prevenção contra a fraude online de 2026, acompanhada de uma nova versão do portal cyberfraud.lu. A plataforma disponibiliza informações práticas sobre os perigos mais frequentes no país e orienta as vítimas sobre os primeiros passos a dar depois de descobrirem uma fraude.
Entre os esquemas que merecem especial atenção da comunidade portuguesa e lusófona residente no Luxemburgo estão as falsas mensagens bancárias, as tentativas de roubo de identidade, as ofertas fraudulentas, as burlas relacionadas com investimentos e os pedidos de pagamento suspeitos. Os contactos telefónicos destinados a manipular as vítimas também fazem parte das ameaças identificadas. Estes esquemas podem atingir qualquer residente, independentemente da nacionalidade. Uma mensagem aparentemente enviada pelo banco, um contacto inesperado ou uma proposta demasiado atractiva podem esconder uma tentativa de roubo de dinheiro ou de dados pessoais. A campanha não apresenta, contudo, estatísticas específicas sobre as fraudes que mais afectam os lusófonos.
A grande novidade é o portal cyberfraud.lu 2.0, desenvolvido para ajudar quem já foi vítima de uma burla. A plataforma permite identificar os serviços que devem ser contactados, compreender quais as medidas mais urgentes e preparar um relato organizado da ocorrência. Existe também um formulário onde podem ser reunidos os detalhes da fraude, incluindo datas, contactos, mensagens recebidas e eventuais transacções financeiras. Fotografias do ecrã, correios electrónicos, números de telefone, dados bancários e comprovativos de pagamento são elementos que devem ser conservados. Pascal Steichen, director da Luxembourg House of Cybersecurity, explica que o objectivo é evitar que as vítimas fiquem sem saber como agir num momento particularmente difícil.
A campanha foi apresentada no âmbito do Mês da Cibersegurança e das Jornadas Nacionais da Resiliência. A iniciativa resulta de uma colaboração entre a Luxembourg House of Cybersecurity, a Associação dos Bancos e Banqueiros do Luxemburgo (ABBL) e outros parceiros institucionais. Ananda Kautz, membro da direcção da ABBL, defende que o combate às burlas exige uma resposta conjunta dos bancos, operadores de telecomunicações, plataformas digitais e autoridades públicas. A edição deste ano inclui ainda um vídeo de sensibilização, uma campanha nos meios de comunicação social e a divulgação de conteúdos informativos sobre as principais ameaças digitais.
A mensagem dirigida aos residentes é simples: não clicar em ligações suspeitas, verificar sempre a autenticidade dos contactos e denunciar possíveis fraudes. A iniciativa, lançada originalmente em 2025, decorre sob o patrocínio do Ministério da Economia e integra a estratégia nacional de resiliência Lëtz Prepare, nomeadamente na área da ciber-resiliência. Para a comunidade lusófona no Luxemburgo, a recomendação é particularmente útil perante mensagens bancárias inesperadas, pedidos urgentes de transferência de dinheiro ou contactos de origem desconhecida. Agir depressa, guardar as provas e procurar apoio adequado pode fazer a diferença quando uma burla já aconteceu.



