A detecção de uma bactéria perigosa para as vinhas vai obrigar ao arranque e destruição de videiras na região do Mosela luxemburguês. A presença da Xylella fastidiosa foi confirmada em três locais distintos, nos municípios de Mertert e Grevenmacher, após resultados positivos. Segundo o Governo do Luxemburgo, a bactéria afecta a circulação da seiva, provocando a secagem e eventual morte das plantas. Actualmente, não existe qualquer tratamento capaz de curar as videiras infectadas.
As autoridades delimitaram zonas infestadas num raio de 50 metros em redor de cada planta contaminada, abrangendo uma superfície total de 2,35 hectares. Nestes espaços, todas as videiras abrangidas pelas medidas sanitárias terão de ser arrancadas e destruídas, mesmo que não apresentem sintomas. Foram ainda estabelecidas zonas de protecção de 2,5 quilómetros, que abrangem territórios de Rosport-Mompach, Mertert, Manternach, Grevenmacher, Biwer e Wormeldange. Nestas áreas haverá vigilância reforçada, análises laboratoriais e medidas de combate aos insectos transmissores. A circulação de plantas potencialmente hospedeiras da bactéria ficará proibida ou sujeita a restrições rigorosas.
Apesar da gravidade da situação para os produtores, não existe qualquer risco para os consumidores de vinho luxemburguês. A bactéria não é transmissível aos seres humanos nem aos animais, garantindo-se assim a segurança sanitária dos vinhos produzidos no Grão-Ducado. A Xylella fastidiosa já foi detectada em Portugal, Espanha, França e Itália, tendo alguns focos sido erradicados, nomeadamente no Algarve e na região de Madrid. As autoridades alemãs também vão aplicar medidas semelhantes nas zonas afectadas do seu território.
Os viticultores afectados serão indemnizados pelos prejuízos resultantes das medidas sanitárias, embora os detalhes das compensações ainda não tenham sido divulgados. O Ministério da Agricultura apela à colaboração dos residentes, empresas e explorações agrícolas, pedindo que não transportem plantas potencialmente contaminadas para fora das zonas delimitadas e comuniquem qualquer suspeita de infecção.



