A produção de petróleo e o fluxo de caixa passaram a comandar a estratégia da Chariot, empresa que há cerca de 18 meses deixou de lado o foco na exploração. Encarada como uma actividade de elevado risco, a procura de novas jazidas cedeu terreno a activos capazes de gerar receita, com África no centro das prioridades.
As afirmações foram feitas por Adonis Pouroulis, presidente executivo da Chariot, à comunicação social chinesa, à margem da conferência Angola Oil & Gas, que decorreu em Luanda. Segundo o Expansão, o gestor explicou o contorno do negócio entre a Etu Energias e a Azule nos blocos 14 e 14K. A Chariot assegurou o capital necessário para concluir o acordo e recebeu, em troca, uma participação equivalente a quatro mil barris diários.
Para Pouroulis, o mais relevante é que a Etu Energias passa a controlar um activo em fase intermédia ou final de vida, ainda assim com um potencial considerável. A ideia é reinvestir assim que a produção estabilizar e os custos forem optimizados. O Bloco 14 já chegou a render 200 mil barris por dia. Hoje produz 40 mil. O regresso aos números históricos está afastado, mas o investidor, de origem cipriota, acredita ser possível subir dos actuais 40 mil para 50 mil e, mais tarde, para 60 mil barris diários.
A leitura que faz do enquadramento angolano é positiva. Do ponto de vista fiscal e regulatório, considera o sector petrolífero do país maduro e bem estabelecido, precisamente porque as regras estão claramente definidas.


