O acesso a uma carta de condução e a uma licença formal deixará de pesar no bolso dos mototaxistas da Matola. A autarquia deste município moçambicano vai subsidiar tanto a formação nas escolas de condução como a emissão das licenças necessárias para operar. O anúncio partiu de Júlio Parruque, presidente do município, num encontro realizado na sede da autarquia com os operadores do sector. O propósito é um só: disciplinar uma actividade em franca expansão.
O transporte de pessoas e bens nas zonas onde os meios públicos escasseiam depende, muitas vezes, destas motorizadas. Parruque reconheceu esse peso. Mas foi peremptório quanto à necessidade de estruturar o serviço, apontando a formação e o licenciamento como passos decisivos. «Para nós, os mototaxistas são jovens parceiros do nosso município. Queremos desenvolver este trabalho em conjunto de maneira estruturada e construtiva», afirmou o autarca.
Do lado dos operadores, a receptividade existe. Mário Chambal, mototaxista na cidade, considera que a formação e a carta de condução são decisivas para elevar as competências de quem trabalha sobre duas rodas. Vê nelas, sobretudo, uma via para travar os acidentes que castigam o grupo. Segundo o Jornal Notícias, o mototáxi surgiu de forma gradual em Moçambique, mas dá agora sinais evidentes de crescimento.
A regularização é também prioridade assumida pelo Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), que defende maior conhecimento das leis de trânsito como forma de garantir segurança e reduzir a sinistralidade. O aviso do instituto é directo: num futuro próximo, conduzir um mototáxi sem carta de condução deixará de ser possível.


