Conceber soluções técnicas mais úteis, duradouras e acessíveis é o mote de dois encontros que colocam as abordagens low-tech no centro da reflexão sobre engenharia. Repensar a forma como se projecta, tendo em conta as pessoas e o planeta. A iniciativa parte da Engineers Without Borders Luxembourg, em parceria com a associação Ingénieurs Sans Frontières Belgique, e desdobra-se em dois momentos complementares, um no Luxemburgo e outro na Bélgica.
O primeiro realiza-se a 9 de outubro, sexta-feira, no Campus Kirchberg da Universidade do Luxemburgo, entre as 10h30 e as 18h00, em língua inglesa. O programa combina palestras, oficinas práticas e actividades de mãos na massa, abertas a engenheiros, estudantes, investigadores e a qualquer curioso. Entre as propostas, os participantes vão construir um forno solar e explorar soluções de filtragem de água baseadas na natureza. O dia conta com o apoio da Universidade do Luxemburgo e da associação CELL — Citizens for Ecological Learning & Living.
A conversa prossegue em terras belgas. A 2 de dezembro, uma quarta-feira, a Ingénieurs Sans Frontières Belgique organiza um serão interactivo em Liège, na Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade de Liège, no campus de Sart Tilman. Das 18h00 às 21h00, e desta vez em francês, a sessão aposta na discussão colectiva e em exemplos concretos para perceber como levar as práticas low-tech para dentro dos projectos de engenharia.
Os detalhes de inscrição para ambos os eventos serão divulgados em breve. Por agora, fica o convite para reservar as datas na agenda e fazer chegar a informação a colegas, amigos e curiosos. No fundo, os dois dias partilham a mesma inquietação: que lições podem dar as tecnologias simples sobre a maneira como desenhamos e construímos para as pessoas e para o planeta.


