O número de pedidos de protecção internacional apresentados no Luxemburgo recuou em agosto para o valor mais baixo do ano: 82 pessoas. É o mês mais fraco de 2026 e também o agosto com menos requerentes de toda a série divulgada pela Direcção-geral da Imigração. A tendência não é pontual. Entre janeiro e agosto contabilizaram-se 900 pedidos, muito abaixo dos 1.179 registados no mesmo período de 2025 — uma diferença que ronda um quarto do total.
Quem procura protecção mudou de perfil ao longo do ano. Em agosto, os principais países de origem foram a Eritreia (18 pessoas) e a Síria (13), seguidos da Argélia (8) e, com cinco requerentes cada, da Ucrânia e da Venezuela. No conjunto de 2026, porém, é a Síria que lidera com 117 pedidos, à frente da Eritreia (95), da Venezuela (76) e do Sudão (75). Argélia, Afeganistão, Ucrânia e Somália completam o topo da lista.
Do lado das decisões, o Governo do Luxemburgo notificou 1.210 respostas até ao fim de agosto. Foram reconhecidos 355 estatutos de refugiado e concedidas 14 protecções subsidiárias; houve 317 recusas em procedimento normal e outras 101 em procedimento acelerado. As transferências ao abrigo do regulamento de Dublim pesaram 240 casos — o país transferiu 155 pessoas para outros Estados-membros e recebeu 40. Regressaram ao país de origem 90 pessoas, a maioria (62) de forma voluntária e as restantes 28 por via forçada.
Muda o cenário quando se olha para a protecção temporária, o mecanismo criado para quem fugiu da guerra na Ucrânia. Aqui, agosto foi o mês mais movimentado do ano, com 95 novos pedidos — 94 deles de cidadãos ucranianos. No acumulado de 2026 são 547 requerentes, 535 dos quais ucranianos. As autoridades aprovaram 539 concessões desde o início do ano e renovaram o estatuto a 3.583 beneficiários, sinal de que a comunidade deslocada continua, em larga medida, a fixar-se no Grão-Ducado.


