O verde e amarelo volta a colorir as ruas de norte a sul do Brasil e as comunidades espalhadas pelos quatro cantos do mundo. É uma data que continua a unir milhões de pessoas, dentro e fora do território nacional. No Luxemburgo, a festa começou mais cedo.
Foi a 7 de setembro de 1822 que D. Pedro proclamou a independência do Brasil, abrindo o processo que conduziria à separação política de Portugal. A efeméride mantém-se como uma das mais importantes do calendário nacional. Passados mais de duzentos anos, continua a ser celebrada com a mesma força — em casa e na diáspora.
Em Brasília, o palco principal é a Esplanada dos Ministérios. O tradicional desfile cívico-militar arranca às 9h e reúne estudantes, militares das Forças Armadas, polícias e bombeiros, a par de apresentações aéreas que todos os anos atraem multidões. A programação da Semana da Pátria estende-se por vários dias, com exposições e iniciativas abertas ao público.
A celebração, porém, não se esgota na capital. De norte a sul realizam-se desfiles, cerimónias cívicas, actividades culturais e encontros comunitários. Para muitos brasileiros, o feriado é ao mesmo tempo marco histórico e pretexto para celebrar a identidade, a cultura e o sentimento de pertença a um país de dimensão continental.
Na Europa, as representações diplomáticas e as comunidades brasileiras assinalam igualmente a data. Bélgica, França e Alemanha — vizinhos próximos do Luxemburgo e com importantes núcleos de residentes brasileiros — integram este movimento. A efeméride é observada oficialmente pelas estruturas diplomáticas do país, sinal de que o 7 de setembro há muito deixou de ser uma celebração exclusivamente brasileira.
No Grão-Ducado, a comunidade antecipou os festejos. No domingo, um encontro reuniu brasileiros e amigos do Brasil e contou com a presença do Cônsul Honorário do Brasil no Luxemburgo, André Bezerril. Houve música, gastronomia, convívio e cultura — o suficiente para assinalar a data nacional ainda antes do feriado.
O Letzebuerg Hoje tinha já dedicado, dias antes, um artigo a esse encontro, dando conta da iniciativa e do convite dirigido à comunidade brasileira no país. A celebração de domingo veio concretizar esse momento e reforçar o lugar da cultura brasileira no calendário multicultural luxemburguês.
Para quem vive longe do Brasil, estas festas ganham outro peso. São ocasião para reencontrar amigos, ouvir a música do país, partilhar sabores e tradições e, acima de tudo, manter viva a ligação a uma terra que continua presente na vida de milhares de pessoas que escolheram o Luxemburgo para viver.
Enquanto o Brasil celebra a sua independência de ponta a ponta, o verde e amarelo fazem-se ver bem para lá das suas fronteiras. No Luxemburgo, tudo começou no domingo. Hoje, a data pertence a todos os brasileiros — estejam onde estiverem.


