Uma reorganização profunda do trabalho de enfermagem permitiu aumentar em 19% o tempo que os profissionais passam junto dos doentes. O balanço consta do relatório de actividade de 2025 dos Hôpitaux Robert Schuman (HRS), grupo que reúne o Hôpital Kirchberg, a ZithaKlinik, a Clinique Bohler e a Clinique Sainte Marie. Uma sondagem interna revelara que o pessoal de enfermagem passava menos de metade do tempo de trabalho ao lado dos doentes, absorvido por tarefas logísticas e administrativas. O projecto-piloto OxySoins delegou essas funções não clínicas em novos perfis profissionais, libertando os enfermeiros para a escuta, o acompanhamento humano e os actos técnicos.
Para o utente, a mudança traduz-se em mais presença junto da cama e, no plano clínico, num contributo para a redução do número de quedas. Aplicado numa primeira fase em oito serviços de internamento da unidade Zitha, num total de 240 camas, o modelo será agora alargado a todos os estabelecimentos do grupo, em articulação com o Ministério da Saúde e da Segurança Social.
Novas respostas aproximaram os cuidados dos doentes. Em outubro abriu o pólo da Cloche d’Or, com cerca de 900 metros quadrados, reunindo um centro de radiologia e um centro de saúde vocacionado para a prevenção — primeira etapa de uma estratégia de descentralização da oferta médica. A 6 de novembro foi lançado o Réseau Immuno Rhumatologie, que junta os quatro centros hospitalares do país para uniformizar o acompanhamento das doenças reumáticas em adultos e crianças. E, em fevereiro de 2026, foi inaugurado em Wiltz um hospital de dia de psiquiatria juvenil com 15 lugares, em parceria com o Centre Hospitalier du Nord, garantindo cuidados de proximidade no norte do país.


