A primeira bola já subiu ao ar. O Campeonato Europeu de basquetebol sub-16 feminino, na Divisão B, entrou em cena em Bertrange, com entrada livre para todos os jogos e a selecção luxemburguesa a estrear-se diante do seu público. A prova começou esta segunda-feira e prolonga-se até 22 de agosto.
O primeiro resultado já está no marcador. A Ucrânia não deu hipóteses à Áustria e venceu por 72-42, no encontro que abriu o programa do grupo C. Foi um arranque desnivelado, que desde logo colocou as ucranianas como um nome a vigiar na corrida ao topo.
As anfitriãs entram em campo ao final da tarde, frente à Holanda, no primeiro dos seus compromissos. O historial recomenda cautela. As neerlandesas lideram os confrontos diante do Luxemburgo por seis vitórias a uma e, no último embate, em 2025, impuseram-se por 80-63. Ainda assim, jogar em casa, com as bancadas do lado, é um trunfo que conta.
A competição, organizada pela FIBA, divide-se este ano por três sedes — Ioannina, na Grécia, Piešťany, na Eslováquia, e Bertrange —, com dezanove selecções em disputa na Divisão B. No pavilhão luxemburguês reúnem-se seis conjuntos, repartidos por dois grupos. No grupo C alinham a Áustria, a Ucrânia e a Finlândia; no grupo D ficaram Portugal, a Holanda e o Luxemburgo.
Para a comunidade lusófona do Grão-Ducado, o momento mais aguardado chega já na terça-feira. O Luxemburgo mede forças com Portugal às 18h30, um duelo que promete encher o pavilhão de vozes de ambos os lados. Antes disso, às 16h00, a Ucrânia defronta a Finlândia. A fase de grupos fecha na quarta-feira, com Finlândia–Áustria e Portugal–Holanda.
Depois de uma pausa, seguem-se os jogos decisivos. A 21 e 22 de agosto disputam-se os encontros de classificação: as duas primeiras de cada grupo avançam para as meias-finais, enquanto as terceiras classificadas discutem o quinto lugar. A vencedora do torneio garante a subida à Divisão A — o prémio que dá sentido a cada posse de bola.
O plantel luxemburguês reúne doze jogadoras: Marie Beffort Neuman, Estelle Birnbaum, Julie Braun Silva, Lana Clausi, Jana Dos Santos Dramicanin, Maella Faye, Kim Ferron, Zoé Freitas, Sonia Garcia, Kadija Macalou, Chiara Rasolofo e Charlotte Schmitz. Vários apelidos denunciam raízes lusófonas, um espelho da própria comunidade que enche as bancadas do país.
No comando técnico está Rumen Galabov, coadjuvado por Eve Weber. A gestão da equipa cabe a Christian Nittler, com Maciek Complak na preparação física e Jang Wiltgen na fisioterapia.
A equipa técnica não esconde a confiança. «Tivemos uma preparação longa e intensa a caminho do Campeonato Europeu. Os nossos jogos de preparação frente a adversários fortes, como Carolo Flammes, Nord Alsace, a Holanda e a Irlanda, deram-nos experiência valiosa e permitiram-nos identificar os nossos pontos fortes e as áreas em que ainda precisamos de melhorar. Ao longo de toda a preparação, trabalhámos afincadamente nesses pormenores e vimos a equipa progredir de jogo para jogo. Sentimo-nos agora prontos para o desafio. As jogadoras estão muito motivadas e entusiasmadas por representar o Luxemburgo no palco europeu. Sabemos que vamos defrontar algumas das melhores equipas da Europa, mas encaramos com vontade a oportunidade de competir, aprender e dar o nosso melhor em cada jogo», afirmou.


