Uma nova categoria dedicada à composição musical e um júri alargado de cinco para sete membros marcam a terceira edição dos Lëtzebuerger Musekspräisser, cuja cerimónia de entrega está marcada para 9 de Dezembro de 2026, na Rockhal. Bienais desde 2022, os galardões distinguem as personalidades e os colectivos que deixaram marca na cena musical do Grão-Ducado.
A grande estreia chama-se «Beschte/n Komponist/in». O prémio de melhor compositor ou compositora alarga o alcance das distinções nacionais ao trabalho de criação recente, e não se limita à composição no sentido tradicional: abrange também quem constrói identidades sonoras. A dotação é de 3.500 euros.
As restantes categorias mantêm-se tal como estavam. No topo continua o «Nationale Musekspräis», que reconhece o percurso e a obra de um ou uma artista do sector da música luxemburguesa, bem como o seu empenho duradouro nesse mesmo sector, com 10.000 euros. Este é, aliás, um caso à parte. Em linha com os outros prémios nacionais atribuídos pelo ministério da Cultura, o laureado ou a laureada é designado directamente pelo júri, sem passar pelo processo de nomeação que se aplica às demais distinções.
O «Op der Bün» premeia um projecto musical particularmente conseguido nos últimos dois anos e desdobra-se em três vertentes — música clássica e contemporânea, músicas amplificadas e blues/jazz/world —, cada uma com 3.500 euros. Do outro lado do palco fica o «Hannert der Bün», que honra o trabalho criativo de quem raramente aparece nas fotografias: engenheiros de som, técnicos de luz, managers, produtores de espectáculo, bookers, editores e administradores. Também aqui a dotação é de 3.500 euros.
Faltam dois. O «Nowuesstalent» distingue uma carreira promissora, medida pelo dinamismo do percurso e pela excelência das realizações recentes, e vale 2.500 euros. O «Fräizäitmusek» reconhece quem se dedica à música fora do horário profissional — pessoas ou colectivos que investem no som sem dele fazer carreira — com igual montante.
A escolha dos vencedores segue um procedimento em duas voltas. Numa primeira fase, 84 nomeadores e nomeadoras, todos profissionais da música, são convidados a apresentar os seus favoritos dos últimos dois anos em cada categoria elegível. Dessas propostas resultam shortlists com os nomes dos cinco artistas mais citados por categoria. Só depois entra o júri, que a partir dessas listas seleccionará os laureados. Com excepção do prémio nacional, todas as distinções se referem a uma produção assinalável no biénio em causa. São elegíveis os actores e personalidades activos no sector musical no Luxemburgo de nacionalidade luxemburguesa, residentes no país ou com forte enraizamento cultural no território.
O alargamento do júri responde a uma preocupação de representatividade nas deliberações. Compõem-no Nicole Bausch (Nicool), artista e psicoterapeuta, música de hip-hop e coprodutora do projecto Nikki Ninja & Afrobeathoven; Pol Belardi, músico e compositor pluridisciplinar, multi-instrumentista e professor de jazz, distinguido nos Lëtzebuerger Musekspräisser 2024 na categoria «Op der Bün» – Blues/jazz/world; Luc Boentges, chefe de serviço da rádio Opus; Véronique Nosbaum, soprano, professora de canto e cofundadora do agrupamento cantoLX e do festival de música barroca Passions; Danielle Roster, musicóloga e historiadora de arte, membro da Secção das Artes e das Letras do Institut grand-ducal e investigadora em história da música na Universidade do Luxemburgo; Irem Solay (Irem), intérprete e participante no Luxembourg Song Contest de 2026; e Claude Weber (Buffalo C. Wayne), cantautor de música country.


