Até 103,5 milhões de euros de dinheiros públicos vão financiar a construção de habitação a custos acessíveis no Kirchberg, um tecto de despesa agora fixado por lei e que abre caminho ao arranque do projecto «J.F. Kennedy-Sud».
O montante não é rígido. Corresponde ao valor 1.164,15 do índice semestral dos preços da construção de Abril de 2025 e será adaptado de seis em seis meses conforme esse índice varie, deduzidas as despesas já assumidas pela entidade adjudicante. Quem conhece o sector sabe o que isto significa na prática: o tecto acompanha a inflação da construção, não a ignora.
A dona de obra é a Société nationale des habitations à bon marché, o promotor público luxemburguês. As despesas serão imputadas aos créditos do Fundo especial para a habitação acessível.
O terreno estende-se entre a Place de l’Europe e a rue des Coquelicots. Segundo o dossiê da Câmara dos Deputados, o conjunto compreende oito lotes e deverá render 187 habitações: 109 destinadas a arrendamento acessível e 78 a venda acessível, com cerca de um terço da operação — 32,37% — executado para o Fundo de Urbanização e Ordenamento do Planalto do Kirchberg, que se encarregará da respectiva comercialização.


