A preparação do futuro quadro legislativo para a agricultura luxemburguesa entrou numa nova fase com a realização da terceira edição do “Landwirtschaftsdësch”, uma mesa de concertação que reuniu em Grevenmacher os representantes dos sectores agrícola, vitícola e hortícola. O encontro, promovido pelo Governo do Luxemburgo, marcou o arranque formal do processo de elaboração da próxima lei agrária nacional e da implementação da futura Política Agrícola Comum (PAC) pós-2027.
A reunião, presidida pela ministra da Agricultura, da Alimentação e da Viticultura, Martine Hansen, centrou-se na avaliação dos actuais instrumentos de apoio ao sector e nas possibilidades de os adaptar ao novo enquadramento europeu e nacional. Os participantes fizeram um balanço dos mecanismos existentes, identificaram os seus pontos fortes e apresentaram as suas expectativas quanto às mudanças desejáveis. Um dos temas em destaque foi o reforço da eficácia dos apoios públicos, nomeadamente através de um melhor direcionamento dos beneficiários, de forma a responder com maior precisão às necessidades das explorações agrícolas.
Entre as prioridades identificadas figuraram o apoio aos jovens agricultores e às novas instalações, o reforço de determinados sectores de produção e uma melhor valorização da diversidade dos modelos agrícolas presentes no país. Foram igualmente discutidas as possibilidades de evolução das ajudas acopladas no futuro quadro de apoio, tendo sido consideradas a manutenção das ajudas às vacas aleitantes e às culturas de leguminosas, bem como um melhor direcionamento dos apoios à produção de frutos e produtos hortícolas. A segurança alimentar e a capacidade do Luxemburgo de manter uma produção agrícola forte e diversificada foram apontadas como questões centrais desta reflexão.
“O nosso objectivo é criar um quadro que corresponda às realidades do terreno e que permita apoiar de forma duradoura a agricultura luxemburguesa, respeitando simultaneamente o enquadramento europeu que nos é imposto”, afirmou Martine Hansen, citada pelo Ministério da Agricultura. Christian Hahn, presidente da Câmara de Agricultura, sublinhou a importância de avançar com esta reflexão com antecedência suficiente para construir um quadro adaptado às realidades das explorações, reforçando que uma agricultura forte e produtiva é essencial para garantir a produção de alimentos de qualidade e a segurança alimentar do país. As concertações prosseguirão nos próximos meses, com novas reuniões destinadas a precisar as orientações que virão a constar da futura lei agrária.


