A protecção dos direitos dos criadores e a diversidade artística e cultural estão no centro das celebrações do centenário da Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC), cuja Assembleia Geral decorre este ano em Paris. A ocasião marca um século de existência da organização e conta com a participação da Sociedade Cabo-Verdiana de Música (SCM), que assim reafirma o seu compromisso com a defesa dos direitos dos criadores do arquipélago.
Segundo o Expresso das Ilhas, a Assembleia Geral de 2026 constitui um momento histórico para balanço das conquistas acumuladas ao longo de cem anos, bem como para debater os desafios que se colocam à gestão colectiva dos direitos de autor e direitos conexos num panorama global em permanente transformação. O evento reúne líderes das comunidades criativas e culturais, autoridades governamentais e representantes de organizações internacionais, num intercâmbio de experiências e estratégias voltadas para o fortalecimento dos direitos de autores e compositores.
A SCM faz-se representar pelo seu presidente, Daniel Spencer, e pelo gestor executivo, Mário Pina, que integram uma delegação composta por representantes de diversas sociedades membros da CISAC provenientes de vários pontos do mundo. A participação cabo-verdiana neste encontro histórico evidencia a integração activa da SCM nas principais plataformas internacionais de cooperação e desenvolvimento do sector cultural e criativo.
A presença de Cabo Verde nesta assembleia centenária sublinha o papel crescente das sociedades de gestão colectiva de países lusófonos no quadro internacional da propriedade intelectual, num momento em que os desafios tecnológicos e digitais exigem respostas coordenadas à escala global.


