A exploração florestal de carácter comercial fica suspensa por tempo indeterminado na Guiné-Bissau, numa medida que abrange toda a cadeia ligada ao corte, transformação, transporte, drenagem e comercialização de madeira. A decisão exclui apenas os produtos das existências acumuladas até 31 de maio de 2026.
Assinado pelo primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, o diploma a que a Agência de Notícias da Guiné-Bissau (ANG) teve acesso fundamenta a decisão em relatórios apresentados por autoridades competentes nas áreas da protecção da natureza, fiscalização florestal e serviços aduaneiros. Estes documentos evidenciam práticas prejudiciais ao património florestal nacional e aos interesses do Estado.
O despacho destaca a existência de abusos recorrentes no exercício dos direitos conferidos pelas licenças de exploração florestal, nomeadamente o derrube de árvores, a sua transformação em troncos e toros de madeira e a posterior comercialização nos mercados interno e externo. Estas práticas, segundo o documento, comprometem a preservação, valorização e sustentabilidade da biomassa florestal guineense.
Na fundamentação da medida, Ilídio Vieira Té sublinha o impacto destas actividades sobre a economia familiar e nacional, bem como o entrave que representam aos esforços de mitigação dos efeitos adversos das alterações climáticas. A suspensão mantém-se em vigor até nova ordem, de acordo com a informação avançada pela ANG.


