Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que se irão retirar da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), representando um golpe significativo para o grupo de produtores de petróleo. Esta decisão surge num contexto de crise energética sem precedentes provocada pela guerra no Irão, que intensificou as divergências entre as nações do Golfo.
A saída dos Emirados, um dos principais produtores do grupo, reduz a influência da OPEP sobre a oferta global de petróleo e agrava a rutura com a Arábia Saudita, que é vista como a líder da organização. Com a saída, os Emirados poderão aumentar a sua produção assim que as exportações através do Golfo sejam retomadas, já que não estarão mais sujeitos às quotas da OPEP.
Na sua primeira declaração pública desde o anúncio, o Ministro da Energia dos Emirados, Suhail Mohamed al-Mazrouei, referiu numa entrevista telefónica que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas do país. O ministro destacou que não houve discussões com outros países a respeito da decisão, sublinhando que se tratou de uma medida política fundamentada na revisão das políticas atuais e futuras sobre níveis de produção.
Os Emirados irão oficialmente deixar a OPEP no dia 1 de Maio. O ministro Mazrouei também mencionou que a procura por energia deverá aumentar, insinuando que os Emirados estão prontos para responder a essa demanda. Nos mercados internacionais, os preços do petróleo registaram uma queda moderada após o anúncio da saída dos Emirados da OPEP e da OPEP+, que inclui os países aliados do cartel.


