A ministra da Educação, Cultura e Ensino Superior, Isabel de Abreu, afirmou que a qualidade do ensino superior público no país não atinge os padrões desejados e destacou a urgência de um investimento substancial na promoção da ciência e tecnologia, assim como na internacionalização do ensino, como medidas para reverter o panorama atual.
A declaração foi proferida durante a cerimónia de tomada de posse dos novos presidentes das unidades orgânicas da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP). As nomeações recaíram sobre Jeudiger Nascimento, para a Faculdade de Ciências e Tecnologia; Homildo Fortes, para o Instituto Superior de Ciências da Saúde; e Agostinho de Sousa, para o Instituto Superior de Educação e Comunicação.
Isabel de Abreu reconheceu que “a qualidade do ensino superior público não é a mais desejável”, referindo que, ao longo dos anos, vários factores têm comprometido o bom funcionamento destas instituições. Para enfrentar tais desafios, a ministra destacou a necessidade de uma nova visão para o ensino superior que enfatize a melhoria da qualidade educativa, impulsione a disseminação da ciência e tecnologia, e promova uma maior competitividade através da internacionalização.
Além disso, a ministra apontou várias causas que contribuem para a fraca qualidade do ensino superior, com especial destaque para o elevado número de docentes em contratos temporários, que representam cerca de 80% do corpo docente. Destacou ainda que muitos alunos não detêm as bases necessárias para um ensino superior de qualidade.
Isabel de Abreu concluiu afirmando que, face aos desafios actuais, é imperativo reavaliar a missão e os objectivos da Universidade de São Tomé e Príncipe, de forma a melhorar o panorama educativo.


