Uma tentativa de contornar o controlo aduaneiro com seis malas repletas de tabaco de países terceiros acabou por ruir à chegada de um voo procedente de Varsóvia. Foram contados e apreendidos 122.418 cigarros de contrabando. A carga escapava, de forma deliberada, à declaração e ao pagamento dos impostos devidos, num esquema pensado ao pormenor para iludir a fiscalização.
No final do dia de 28 de agosto, agentes da Administração das Alfândegas e Impostos Especiais fiscalizaram três passageiros no aeroporto do Findel. Tinham acabado de desembarcar de Varsóvia. Um dos viajantes era de nacionalidade arménia; os outros dois, de nacionalidade búlgara. As seis malas que transportavam estavam inteiramente cheias de cigarros provenientes de fora da União Europeia.
Os cigarros vinham da Turquia e da Arménia. Para disfarçar a verdadeira origem da mercadoria, o percurso foi arquitectado ao detalhe, de acordo com o Governo do Luxemburgo. Antes de aterrarem no Grão-Ducado, os passageiros passaram por Varsóvia, em trânsito a partir de Istambul e de Erevan, na tentativa de simular uma simples deslocação dentro do espaço europeu.
Em articulação com as autoridades francesas, apurou-se que a região de Bordéus seria o destino presumido dos cigarros apreendidos, tendo a alfândega francesa sido informada da operação. Com esta apreensão, e em conjunto com os serviços aduaneiros dos restantes Estados-membros, a alfândega luxemburguesa volta a cumprir a missão de proteger o mercado interno contra o comércio ilícito de tabaco manufacturado e de defender os interesses fiscais da União Europeia e dos seus Estados-membros.


