O Vice-Premier Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Externo de Luxemburgo, Xavier Bettel, participou no Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, manifestando o seu apoio ao quarto pilar das garantias de segurança, intitulado “estabilidade interna”, no contexto da agressão russa contra a Ucrânia.
Este novo pilar visa reforçar os compromissos de segurança entre a UE e a Ucrânia, promovendo esforços de paz e preparando o país para um eventual cessar-fogo. O foco deste pilar inclui a reintegração de veteranos e a luta contra as ingerências híbridas. Bettel destacou a necessidade de uma coordenação estreita entre os parceiros, reiterando a importância dos esforços já em curso.
O ministro Bettel sublinhou também a ajuda bilateral do Luxemburgo à região de Kryvyi Rih, especialmente nas áreas de desminagem humanitária e reintegração de veteranos, consideradas essenciais para a recuperação do país.
Os ministros também mantiveram um diálogo informal com o Primeiro-Ministro libanês, Nawaf Salam. Bettel realçou que o Líbano continua a sofrer as consequências de um conflito que não escolheu, reforçando que o respeito pelo direito internacional e pela soberania territorial deve ser universalmente aplicado, seja na Ucrânia, no Líbano ou em qualquer outro lugar.
A situação no sul do Líbano continua a ser motivo de grande preocupação, especialmente pela ameaça de uma ocupação israelense e pelo elevado número de vítimas civis. O ministro luxemburguês enfatizou a importância de o governo libanês continuar a esforços para desarmar o Hezbollah.
Relativamente a Gaza, Bettel expressou a sua profunda preocupação com uma situação humanitária gravíssima, lamentando ainda os obstáculos impostos por Israel à entrada de ajuda humanitária. Ele sublinhou que a União Europeia deve reactivar as discussões sobre medidas a adoptar face a Israel, apesar da falta de consenso que torna, neste momento, impossível qualquer alteração no acordo de associação UE-Israel.
Durante as conversações sobre o Cáucaso do Sul, os ministros reafirmaram a importância estratégica dessa região, particularmente nos domínios da segurança energética e da conectividade. Expressaram ainda o seu apoio ao processo de paz entre a Arménia e o Azerbeijão, considerado fundamental para a estabilidade regional, levantando preocupações sobre a situação na Geórgia.
Com relação ao Sudão, onde a população enfrenta uma crise humanitária severa, é imperativo alcançar um cessar-fogo e uma solução política sustentável, ao mesmo tempo que se protege os civis e se garante um acesso seguro e rápido à ajuda humanitária.


