A galeria de exposições da UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa), em Lisboa, inaugura no próximo dia 23 de abril, pelas 18h30, a mostra de fotografia «Rostos da Imigração», da autoria do reconhecido fotojornalista Alfredo Cunha. Com esta exposição, o fotógrafo propõe um olhar sensível sobre as vivências e os processos de integração dos imigrantes em Portugal, dando especial atenção às comunidades oriundas dos países lusófonos. Em cada retrato, Alfredo Cunha consegue captar histórias de diversidade, pertença e identidade, devolvendo um rosto humano a uma realidade muitas vezes tratada de forma impessoal. A mostra estará patente ao público até ao próximo dia 20 de maio, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 13h e das 14h às 18h. A entrada é livre, num convite aberto a todos os que desejem conhecer estas narrativas através da objectiva de um dos grandes nomes do fotojornalismo português.
A iniciativa integra-se no ciclo de conferências «Desafios Actuais da Imigração Lusófona: Portugal e União Europeia», promovido pela UCCLA em parceria com o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa.
Alfredo Cunha nasceu em Celorico da Beira, em 1953, e construiu uma carreira de mais de cinco décadas como um dos mais importantes fotojornalistas portugueses. Ficou conhecido do grande público sobretudo pelas imagens icónicas que registou durante a Revolução do 25 de Abril de 1974 e no processo de descolonização. Foi fotógrafo oficial dos Presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares, colaborou com títulos como «Notícias da Amadora», «O Século», o jornal «Público» e a agência Lusa. Ao longo da sua vida, cobriu alguns dos acontecimentos mais marcantes da história contemporânea, incluindo a independência de Moçambique e a guerra colonial. É autor de dezenas de livros e realizou centenas de exposições. Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se «Os Rapazes dos Tanques» e várias antologias dedicadas à história recente de Portugal. Pelos seus méritos, foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Quem se deslocar à UCCLA terá, assim, a oportunidade de ver reunido o melhor de dois mundos: um tema urgente e actual – o da imigração lusófona – tratado pela sensibilidade e pela experiência de quem testemunhou, de câmara na mão, os momentos mais decisivos do Portugal contemporâneo.


