Poucos dias após o Papa ter proferido um discurso sobre a situação mundial, o Pentágono convocou um representante do Vaticano. Durante a reunião, altos funcionários dos Estados Unidos dirigiram-se a Cardeal Christophe Pierre com uma severa advertência, de acordo com várias publicações norte-americanas. O Subsecretário de Defesa, Elbridge Colby, afirmou ao Cardeal que “os Estados Unidos têm o poder militar para agir a seu bel-prazer em qualquer parte do mundo” e sugeriu que “a Igreja Católica deveria alinhar-se ao seu lado”.
Em uma alusão histórica, outro oficial dos EUA mencionou o “Papado de Avinhão”, um período no século XIV em que a monarquia francesa exerceu controlo sobre a Igreja Católica, culminando na queda do Papa Bonifácio VIII. A menção deste evento histórico foi interpretada como uma ameaça implícita, levando à crescente preocupação no Vaticano, conforme relatado por várias fontes de informação.
A tensão entre as autoridades dos Estados Unidos e o Vaticano aumentou devido a algumas passagens do discurso do Papa, onde ele alertou que “a diplomacia que promove o diálogo e busca um consenso entre as partes está a ser substituída por uma diplomacia baseada na violência” e que “a guerra tornou-se novamente uma opção viável”.
A administração Trump, nas suas avaliações, considerou as declarações do Papa como uma mensagem hostil. Naquela altura, Trump já tinha feito comentários sobre ações militares em várias regiões, incluindo o Canadá e a Groenlândia, enquanto criticava a NATO e sugeria uma possível saída da aliança.
Esta escalada de descontentamento por parte do Pentágono levou à tomada de uma decisão prudente do Papa, que cancelou uma visita programada aos Estados Unidos. Dentro do Vaticano, muitos interpretaram a referência ao “Papado de Avinhão” como uma ameaça à segurança do Santo Padre, insinuando a possibilidade de uma ação militar contra o Vaticano.
Apesar da pressão, o Papa Leo XIV não se deixou intimidar. Ele continua a expressar a sua preocupação quanto à situação geopolítica, particularmente face às ameaças existentes à população iraniana, que, segundo ele, são inaceitáveis. Na sua fala recente, o Pontífice sublinhou que se trata não só de uma questão de direito internacional, mas também de uma questão moral, chamando a atenção para o sofrimento dos inocentes, especialmente crianças e idosos, que são as principais vítimas do conflito bélico.
A situação evidenciada revela a tensão existente entre os valores religiosos e as decisões políticas, refletindo um choque entre a diplomacia tradicional da Igreja e a abordagem militarista de algumas potências globais.


