Dois altos responsáveis norte-americanos, que estariam a trabalhar para a CIA, perderam a vida num acidente de viação quando regressavam de uma operação para destruir um laboratório clandestino de drogas no norte do México, conforme revelam fontes próximas ao caso. Além dos agentes norte-americanos, dois investigadores mexicanos também faleceram no sinistro, que ocorreu durante o regresso da missão.
A informação apontada por fontes jornalísticas norte-americanas sublinha a confusão que rodeia os relatos oficiais sobre a intervenção dos EUA em operações de segurança no México. O envolvimento da CIA foi confirmado por várias fontes que preferiram manter o anonimato, face à sensibilidade do assunto. A situação destaca um aumento da intervenção americana em operações de segurança, enquanto a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, enfrenta forte pressão da administração Trump para adotar medidas mais rigorosas contra os cartéis.
Após dias de declarações contraditórias por parte de autoridades mexicanas e norte-americanas, a falta de clareza reavivou o debate sobre a extensão da colaboração dos EUA na segurança do território mexicano. O embaixador dos EUA no México, Ron Johnson, inicialmente descreveu os falecidos como agentes da embaixada, mas posteriormente a embaixada recusou-se a comentar sobre as identidades dos envolvidos.
A presença de oficiais de inteligência norte-americanos no México é um tema controverso, intensificado após ações militares da administração Trump em América Latina.
Recentemente, a detenção de um fugitivo procurado pelos EUA levantou novas questões sobre as operações conjuntas entre os dois países. Especialistas na segurança notam que as operações secretas tendem a ser minimizadas para não ferir a discurse de soberania do governo mexicano.


