O aumento das rendas e os altos custos de vida têm pressionado muitos agregados familiares em todo o mundo. Algumas nações têm respondido a esta situação através de incentivos financeiros para quem decidir recomeçar a sua vida no estrangeiro. O jornal britânico “Daily Mail” informou sobre programas governamentais que visam revitalizar regiões em declínio e pequenas comunidades.
Um exemplo cativante é o Chile. De acordo com a “Daily Mail”, o programa de apoio estatal chileno é especialmente dirigido a empresários que tenham ideias de negócios inovadoras. Consoante a dimensão do projeto, as ajudas podem atingir até cerca de 80 mil dólares (aproximadamente 68.230 euros) e, frequentemente, são complementadas por mentoria e auxílio na constituição das empresas.
Na Suíça, as famílias que se mudam para comunidades montanhosas recebem apoio financeiro na aquisição de uma propriedade e na permanência a longo prazo. Normalmente, é necessário adquirir uma casa em localidades específicas, como Albinen, e realizar um investimento mínimo de cerca de 200.000 francos suíços (cerca de 216.112 euros). Além disso, os novos residentes costumam comprometer-se a viver vários anos na localidade.
No que se refere a comunidades menores na Croácia, foram implementados programas para facilitar a aquisição de imóveis a preços acessíveis, com o intuito de atrair novos habitantes. Esta iniciativa visa conter a diminuição da população e já promoviu uma leve reanimação da região, apoiada por subsídios estatais para obras de renovação.
Além destes países, outras nações como Itália, Japão, Espanha, Grécia e a ilha de Mauritânia também oferecem subsídios menores para quem deseja mudar de residência. Muitas vezes, o foco está em áreas rurais, visando impedir a emigração. Esta proposta abre, assim, a possibilidade para muitas pessoas de recomeçarem a sua vida no exterior.
Em especial na Alemanha, um número crescente de cidadãos considera a possibilidade de um recomeço no exterior, com países como a Suíça, Áustria e Espanha a serem particularmente populares. Atras penas, uma sondagem revelou que aproximadamente 65% dos entrevistados já ponderaram em algum momento a ideia de emigrar.
Contudo, tal decisão requer uma preparação cuidadosa em diversas áreas. É essencial estar atento às exigências de visto, conhecimentos de idiomas, oportunidades de emprego, custos de vida e ao sistema de saúde de cada país. Tópicos como alojamento, diferenças culturais, legislações locais, contactos na nova localidade e um plano de regresso também desempenham um papel crucial.


