A equipa multinacional em que o Luxemburgo participou na edição 2026 do exercício internacional de ciberdefesa Locked Shields terminou na segunda posição, entre 16 equipas a concorrer, num resultado que reflecte o empenho crescente do Grão-Ducado no reforço das suas capacidades no domínio da cibersegurança e da ciberdefesa.
Organizado pelo Centro de Excelência para a Ciberdefesa Cooperativa da NATO (CCDCOE), sediado em Tallinn, na Estónia, o Locked Shields é considerado um dos maiores e mais complexos exercícios de ciberdefesa em ambiente real do mundo, reunindo anualmente milhares de especialistas provenientes de países aliados e parceiros. Nas edições mais recentes, mais de 3.000 participantes de mais de 30 países foram mobilizados para defender um país fictício contra ciberataques de grande escala dirigidos às suas infra-estruturas informáticas, tendo simultaneamente de gerir em tempo real desafios técnicos, jurídicos, estratégicos e de comunicação. A competição foi ganha por uma equipa da Latvia e Singapura.
Na edição de 2026, o Luxemburgo integrou uma equipa multinacional a par de parceiros da Alemanha, da Áustria e da Suíça, incumbida da defesa de sistemas informáticos e de serviços digitais complexos nos sectores da energia, das comunicações e de outras áreas críticas, face a ciberameaças de elevada sofisticação.
A participação luxemburguesa foi coordenada pelo Exército do Luxemburgo, em estreita cooperação com os actores nacionais de cibersegurança. A delegação nacional integrou representantes de instituições públicas, parceiros do sector privado e organizações de investigação, reflectindo uma abordagem global e interministerial à ciberdefesa.
O exercício enquadra-se nos objectivos definidos pelo Governo do Luxemburgo em matéria de cibersegurança e ciberdefesa. A Estratégia de Ciberdefesa do Luxemburgo, elaborada pela Direcção da Defesa e pelo Exército luxemburguês, constitui o quadro de referência para o desenvolvimento das capacidades de ciberdefesa e o reforço da resiliência do ciberespaço nacional, assentando em investimentos nos recursos humanos, na tecnologia e na investigação e desenvolvimento, com ênfase na protecção dos meios de defesa e na cooperação com parceiros no seio da NATO e da União Europeia. A Estratégia Nacional de Cibersegurança identifica, entre as suas prioridades, o reforço da segurança e da resiliência das infra-estruturas digitais nacionais e o desenvolvimento de um ambiente digital seguro e fiável.


